quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Adolescer é...

     Olá, Confessadoressss! Ok, eu sei que sumi, me perdoem, mas eu andei com um bloqueio criativo enoooorme e aí deu nisso: mais de dois meses sem entrar no Blog! =((
     
     Hoje, na escola, minha professora de Ética (sim, eu tenho Ética na escola) pediu para que completássemos uma frase: Adolescência é... Como sempre, eu não consegui escrever uma frase, mas sim um texto. Então lá vai...

     A adolescência não é só uma fase, mas sim a primeira de muitas etapas da vida. Não é só crescer. Porque ninguém cresce à toa. A gente cresce porque passamos a enxergar o mundo com outros olhos: olhos adolescentes. 
     Como são eles? Aí depende... O que enxergam? Muitas coisas, mas principalmente possibilidades. São olhos que não veem um príncipe encantado e nem um gordo careca, mas que observam as diversas formas de transformar o careca em príncipe. Ou, pelo menos, em como deixá-lo encantado.
     E a adolescência é isso: olhos sonhadores, mentes esperançosas e um pé no chão. Um só, porque dois é muito comum. A graça de sair por aí pulando num pé só? Sei lá, a gente pula... Quem sabe não encontramos alguém pra pular com a gente?
    A adolescência também é isso: a busca por um alguém novo. E, no caminho, encontramos não só um, mas dois, três ou trinta alguéns novos. E assim como encontramos, nós também perdemos um, dois, três ou trinta alguéns velhos. E isso vai a vida toda...
     Mas há uma busca que é só na adolescência: a busca por nós mesmos. A escolha entre pular com o pé direito ou com o pé esquerdo. A escolha entre voar com a mente ou com o coração. Porque a vida sempre irá lhe dar opções. Mas é na adolescência que você aprende qual seria a certa.
     E aí descobrimos que essa primeira etapa é isso: a busca por uma opção nova. E nela, a descoberta de nós mesmos.




Mariana Tartaglia

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Oceano de Paixão.

     Hoje na escola me mandaram escrever um poema conotativo (em sentido figurado, metáforas e blá) sobre "o que é o amor para mim". Eu escrevi e fiquei cheia de vergonha, mas é claro que minhas amigas loucas tiveram que ler o poema para todo mundo e até publicar no face. Todo mundo gostou, então lá vai:


Oceano de Paixão


Mergulhei no oceano
Sozinha fui nadando, pulando ondas.
Deixei a prancha de lado
Agora não tenho volta.
Me perco na imensidão
Atordoada na maresia de seus olhos.
Sinto o brilho do seu sorriso 
Aquecendo meu coração
Esse meu coração afogado
Num oceano de paixão.



Mariana Tartaglia

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Egoísmo humano.




Querida mãe,
     A vida aqui na Terra não está nada fácil. É impressionante a quantidade de estragos que os homens tem feito nesse planeta que, um dia, já foi tão maravilhoso. É muita maldade que eu vejo pelas ruas, muita miséria e muita irracionalidade. Será que eles não percebem que este é o único planeta onde podem morar?
     Todo dia vejo na televisão imagens de tragédias provocadas pelo ser humano, muitas contra sua própria espécie. E são tantas palavras estranhas... Roubo, assalto, prisão... E elas tem significados tão ruins que é impossível imaginar que exista algo assim. É tanta crueldade...
     Mas o pior de tudo é que essa destruição toda não acaba apenas com a espécie humana. Porque se fosse, seria menos egoísta da parte deles. As guerras, inimizades, mortes e todas essas coisas ruins seriam apenas deles para com eles mesmos. Porém, eles conseguem ser muito mais estúpidos. Destroem a natureza com a mesma facilidade que acordam todas as manhãs. Em todos os lugares há lixo, inclusive em seus lindos rios e mares. Ah!, se toda aquela água fosse minha... O que eu não faria para preservá-la!
     Mas apesar de tudo, a raça humana tem muitas características fascinantes que o nosso povo adoraria conhecer. Porém, sinceramente, ver tanta estupidez e destruição juntas não compensa conviver com o pouco de amor que ainda resta para os homens...

Dastér,
A Plutoniana.

     Bom, esse post não é nada sobre o que eu tenho falado. Na verdade, não tem nada a ver, rs.
     O textinho acima é uma das minhas tentativas inúteis de escrever algo que possa ser chamado de livro. É uma carta, escrita por uma plutoniana (quem vive em Plutão :P) que vem para a Terra observar o comportamento humano. Ela vem como uma adolescente e relata a sua estadia aqui na Terra em cartas que ela escreve para a 'mãe'. 
     Bom, espero que reflitam com esse texto. É um assunto muito sério, todos falam e ninguém faz nada. Vamos aproveitar o clima do Rio +20 e começar a cuidar do nosso planeta com mais carinho. Ele é tão belo, tinha tudo para ser perfeito. Até o fato de o explorarmos o torna bonito. O problema é que ultimamente andamos tão estúpidos que só olhamos para o próprio nariz. 
     Acho que já está bem claro para todos que, ao mesmo tempo que matamos a Terra, matamos a nós mesmos, pois aqui é o lugar que vivemos. Mas não basta entender. Atitudes precisam ser tomadas. As pessoas vão reclamar que toda essa história de Rio +20 não vai resolver nada e blá, mas ninguém faz a sua parte. A mesma pessoa que aponta o dedo pro governo, é aquela que usa casacos de pele e joga cigarro na rua. 
     Veja bem, não estou defendendo o governo nem nada, até porque eu acho, sim, que muitas atitudes maiores podiam ser tomadas, mas o oceano não é feito de uma gota só. Pequenas ações também podem gerar grandes resultados. Então, galera, não importa a idade: o planeta é de todos, por todos deve ser cuidado. Vamos abrir os olhos. Somos uma raça tão inteligente cometendo tanto absurdo...
     O planeta agradece! ; )



Mariana Tartaglia

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Amigos... e SÓ!



     Azenilda estava com 13 anos. Havia um garoto na sua escola, o Giorgino, que, há pouco tempo, vinha agindo de forma diferente com ela. Ele queria se aproximar, puxar assunto, e Azenilda até gostava; ele era um bom amigo.
     Mas aos poucos Giorgino foi querendo se aproximar mais e mais e ficou muito grudento. Já estava chato! Então veio a bomba: Azenilda descobriu, via fofoca da melhor amiga, que Giorgino estava gostando dela. Mas a nossa protagonista não queria nada com o menino. O problema é que ela não queria deixá-lo triste.
     O tempo foi passando e Giorgino foi ficando cada vez mais chato! Toda hora grudava na Azenilda, abraçava, tentava puxar papo... Ela às vezes até fugia dele! Mas batia uma culpa... "Poxa, o garoto gosta de mim, não quero que ele fique triste! E agora?"

     "E agora?" mesmo! É desesperador! Além da pressão do cara, tem todos os seus amigos perguntando pra você: "por que não?". E aí vem na sua cabeça: "por que não?". Mas aí a gente pensa, pensa e no fundo sabemos que, definitivamente, não é isso o que queremos. Mas o maior problema é que o 'Giorgino' é seu amigo. Se fosse qualquer um, era fácil: diz não e acabou. Mas e quando é alguém que você gosta, que você não quer machucar, o que faz?
     Bom, vamos ser práticas. Eu até falaria para você chamar o garoto e conversar, explicar que você não gosta dele dessa maneira, mas até parece que a gente tem coragem, né? E ir mostrando que não quer nada aos poucos é meio desdenhoso. Sei lá, você meio que se afasta do garoto. 
     A verdade? Eu não sei como te ajudar! É uma situação muito delicada mesmo. O negócio é torcer pro garoto se tocar, o que é praticamente impossível, já que eles são a coisa mais lerda já inventada. 
    Só não vai ficar com o cara por pena! Dói muito quando brincam com os nossos sentimentos e, por mais que não pareça, garotos tem coração. É quase do mesmo tamanho do cérebro, mas existe. 




PS.: Título sugerido pela Maria, do Loira de Farmácia! ( ;
Mariana Tartaglia
     

domingo, 10 de junho de 2012

Lançamento do livro 'O Filho de Netuno'



     Galerinhaaaaa!!! Ontem eu fui no lançamento do livro 'O Filho de Netuno' lá no Museu de Belas Artes. Foi muito legal e eu e mais alguns amigos gravamos uns vídeos, tiramos umas fotos e temos até entrevistas com górgonas, semideuses... Enfim. Eu publique tudo no meu outro blog, Confissões de uma leitora em crise, que fala só de livros e escritores. Vale a pena dar uma passadinha lá para ver, aposto que vão se divertir com a história. Aqui vai o link:


http://leitoraemcrise.blogspot.com.br/2012/06/lancamento-do-livro-o-filho-de-netuno.html



Mariana Tartaglia

Nos encontramos de novo, tocha olímpica! =S




     Lucilena estava com 14 anos. Ela e mais três amigos - Astrogilda, Maricleyde e Adilson - foram no cinema assistir Branca de Neve e o Caçador com a diva da Kristen Steward. Eles mal entraram na sala e começou. Maricleyde e Adilson - que já estavam de caso há um tempo - começaram a se pegar ao lado de Lucilena. 
     Lucilena teve vontade de levantar e ir embora, mas o filme era tão bom que resolveu ficar. 'Ainda tenho a companhia da Astrogilda' pensou. Virou-se para falar com a amiga que não estava com a boca ocupada, mas que decepção! Astrogilda adormecera.
     A situação ficou complicada. De um lado, Astrogilda roncando. Dou outro, Adilson e Maricleyde ocupados... E agora?


     Faz três dias que não posto nada, massss... Estou de volta! (=
     Ficar de vela é mesmo muito chato. A minha situação, por exemplo, anda tão periclitante que não seguro mais vela; agora é tocha olímpica!  ¬¬
     Mas o que fazer nessas horas tão difíceis? Segurar vela é um bagulho muito chato e acho que todos já passamos por isso. Se não, sorte sua, minha amiga! 
     A pior coisa é quando o casal ainda te pede para ficar de vela!
     "Ah, Lucilena, fica aí, não vai não."
     Ahn? Como assim? Vocês tem o que fazer, eu não.
     Ou então quando a sua amiga - a da boca ocupada, não a Bela Adormecida - diz que se você for embora, ela vai também... 
     PAROU TUDO!
     A gente aqui, de tocha olímpica na mão, loooooouca por um namorado, querendo alguém pra ficar agarradinha no cinema, deixar os outros de vela e a garota jogando um homem fora? Me dá que aqui ta em falta, querida! hahahaha
     Eu vivo de vela na mão, já era para estar acostumada. Mas espero aqui ansiosamente pelo dia da minha vingança. Porque, vamos e convenhamos, poder dizer que já deixou alguém de vela deve ser muito bom não é? 
     Beijinhos, e boa sorte com sua tocha! (;






Mariana Tartaglia







quinta-feira, 7 de junho de 2012

Biblioteca do Confissões #3 - Entrevista com a Gabriela Pedroso!!!!!!!!!!!! =D

     Galeraaaa, novidade fresquinha! Ano passado eu conheci uma escritora muito maravilhosa. Nós duas e mais alguns escritores participamos de um fórum literário em uma escola pública e desde então ela virou minha ídola, de verdade. O nome dela é Gabriela Pedroso, ela tem 16 anos e é a autora do livro 'Prisma'. Com a criação da Biblioteca do Confissões, eu pensei que ia ser legal conseguir entrevistar alguns autores. Adivinhem: A Gabi topou ser entrevistada!!!!!!!! Só faltou eu dar pulinhos de alegria pela casa. hahahaha


1. Sobre o que fala o seu livro?
"Meu livro fala sobre uma jovem de 15 anos chamada Susan, que viaja misteriosamente para outro mundo, o Mundo Bruxo. Lá, ela descobre não ter o planeta Terra surgido por acaso, mas sim pelos bruxos daquele mundo diferente. Criado para suprir as necessidades mágicas com sua falta e flora servindo de matéria-prima. E em meio a magia, amigos novos, escola nova etc, Susan descobre que a Terra corre perigo: ela está prestes a ser destruída pelos próprios humanos com suas guerras, armas e ganância. Assim, a menina tenta salvar seu planeta de uma 'autodestruição'."

2. Qual foi sua inspiração para escrever o Prisma? Quero dizer, de onde surgiu essa ideia de criar um mundo bruxo?
"Essa ideia surgiu da minha crença de não sermos os únicos seres viventes no universo. Também posso somar a isso minha vontade de tentar criar um mundo sem as imperfeições humanas (no meu livro, os bruxos são uma espécie superior)."

3. Qual o seu personagem favorito? Por que?
"Orion. Ele é o gênio por trás de todos os mistérios da história."

4. E o que menos gosta? Por que?
"Sinceramente, não sei. Todos os meus personagens foram inspirados em amigos, então, não sei!"

5. Você se identifica com a sua protagonista?
"Sim. Os pensamentos dela são praticamente os meus. Alguns são conselhos de amigas, mas a maioria sou eu encarnada."

6. Pretende continuar a escrever a história da Susan?
"Pretendo, por muitos pedidos que recebi, mas não faço ideia do que escrever. Tenho algumas frases, objetos e locais em mente, mas não são uma história completa."

7. Gostaria de ter vivido a aventura de Susan?
"Conhecer outro mundo com seres mais evoluídos, fazer magia, amigos e se apaixonar? Quem não gostaria?"

8. Tem algum conselho para quem quer escrever um livro?
"São três frases um tanto clichês, mas muito valiosas neste meio: aprenda com os erros; não desista (de verdade, pessoas e situações vão tentar te fazer largar o sonho); e, é claro, leia MUITO."

     E aí, gostaram? Ela é uma fofa, não é mesmo? 


PS.:Não liguem para a minha cara de doente! :P 
Sou a da direita, a pequeninha. Nossa entrevistada é a gatona do meu lado. hahaha



Mariana Tartaglia